O retorno às névoas de Silent Hill não tem sido um passeio tranquilo para o diretor francês Christophe Gans. Após a estreia de “Terror em Silent Hill: Regresso do Inferno” (Return to Silent Hill) no último dia 22 de janeiro, o cineasta revelou em entrevista à Variety o lado sombrio de lidar com uma base de fãs extremamente zelosa: ameaças de morte.
Gans relembrou que, desde o primeiro filme de 2006, sofre pressão por parte dos jogadores. “Sabemos que as pessoas que amam videogames são muito passionais. Na época, diziam: ‘se você estragar este, nós vamos atrás de você'”, desabafou o diretor, que encara a obra como uma “peça de arte moderna”.
Recepção Crítica: O Nevoeiro está Denso
Apesar do otimismo de Gans, que afirma sentir que muitas pessoas aprovam seu trabalho, os números contam uma história diferente. A nova adaptação, que foca na jornada de James Sunderland (Jeremy Irvine) em busca de sua amada Mary, está enfrentando uma recepção severa:
- Rotten Tomatoes: Apenas 15% de aprovação da crítica especializada.
- Metacritic: Nota 31/100, indicando avaliações “geralmente desfavoráveis”.
- Público: A audiência tem sido um pouco mais generosa, mas ainda amarga baixos 43% de aprovação.
As principais queixas apontam para uma narrativa confusa, personagens que não cativam e um terror que falha em causar impacto, mesmo baseando-se no jogo Silent Hill 2, considerado o ápice emocional da franquia.
O Futuro: Mais Silent Hill?
Mesmo com as notas baixas, Christophe Gans não pretende abandonar a cidade amaldiçoada. Ele expressou o desejo de adaptar outros capítulos da saga, afirmando que cada jogo oferece algo “ousado e experimental”.
“Se eu tiver oportunidade, voltaremos a Silent Hill. Vou adaptar outro capítulo porque há alguns que são extremamente bons”, afirmou o realizador.
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